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  • Prof. Marcelo Sattin

Por que não fazemos o que temos que fazer?


Quem nunca precisou mudar um comportamento, mas não conseguiu? Quem nunca começou a fazer exercícios, dieta ou a levar uma vida mais saudável e parou na metade? Porque pessoas que querem parar de fumar não conseguem? Ou somente conseguem mediante à notícia de risco de vida se continuarem fumando?

A resposta é simples, as pessoas não mudam seus comportamentos pois tudo vai “relativamente bem”, ou seja, se ela continuar a fazer o que ela sempre fez, ela ainda vai continuar vivendo normalmente e sem riscos a curto prazo. Vou te dar um exemplo: tenho um conhecido que trabalhava em algo que ele odiava. Entretanto, mesmo chegando em casa estressado e cansado todo dia, ele nunca mudou de emprego, uma vez que o odiado emprego o ajudava a pagar as suas contas e lhe dar algum conforto.

Agora pense em um comportamento que você deseja muito mudar. Pensou? Verifique se você corre algum “risco” a curto prazo por não mudá-lo? Provavelmente não, certo? Mas por que então mudar alguma coisa se não há riscos a curto prazo? Ou seja, por que mudar alguma coisa se tudo está relativamente “bem”, mesmo que não alcançando os melhores resultados? Por que fazer uma dieta se não tenho nenhum problema de saúde “agora”? Porque começar a planejar o meu dia se nunca fiz isso e ainda tenho o meu emprego garantido?

Um dos problemas do ser humano é quando as coisas estão relativamente “bem”. Assim nos acomodamos e achamos que a vida está “boa”, sendo que podemos obter muito mais dela. Acredito que há duas principais razões para criarmos um novo “bom comportamento”.

1. Crescermos como seres humanos – desenvolver todo o nosso potencial e nos tornarmos os melhores seres humanos que podemos ser é uma tarefa difícil, mas também é algo formidável. Uma das nossas tarefas mais nobre é deixamos de ser crianças medrosas que temem adversidades e desafios para nos tornarmos adultos maduros que não tem medo de viver fora da zona de conforto. Para isso, precisamos enfrentar a nós mesmos todos os dias. É ir na academia sem querer, é fazer dieta mesmo estando fitness, enfim, é dar feedback negativos mesmo sabendo que você pode perder toda a sua popularidade de “líder simpático”. Resumindo, a vida é como uma academia na qual somente ficamos forte e crescemos se passarmos pela dor e pelo sofrimento. Qual foi a última grande adversidade que você enfrentou? Você se tornou uma pessoa mais fraca ou mais madura depois dela?

2. Contribuir para fazemos um mundo melhor – porque você acha que Deus nos deu talentos diferentes? Pois somente com eles nós podemos contribuir para esse planeta em nossa potencialidade máxima. Professores, bombeiros, faxineiras, jardineiros, guardas, todos nós contribuímos um pouco para que esse mundo seja melhor de alguma forma. Um vendedor que faz uma boa venda está contribuindo para a sua empresa e para seu cliente serem mais felizes.

“Crescer” e “contribuir” estão intimamente ligados pois somente crescendo e se desenvolvendo ao máximo fará você alcançar todo o seu potencial e assim contribuir para um mundo melhor.

O quanto você tem crescido e contribuído para entregar o seu melhor para a sua empresa, seus clientes, sua família, etc? Como você tem reagido aos desafios que aparecem no seu caminho? Você os ignora e finge que está tudo bem ou os utiliza para crescer e ser uma pessoa melhor?

Adquirir um novo comportamento é simples, mas não á fácil. Faça algo que você realmente precisa fazer, mesmo que você não queira, e depois repita o mesmo comportamento por 21 dias até ele se tornar um hábito. Os três primeiros dias serão os mais difíceis pois você está saindo da inércia e isso exige um grande gasto de energia. Depois mantenha o foco repetindo o comportamento por outros dias. Converse com um amigo e peça para ele te acompanhar e te motivar nessa jornada. Ele será o seu ponto de apoio caso você queira desistir. Uma vez que o comportamento virar um hábito, passe para um novo comportamento. Escreva no papel os benefícios que você terá ao alcançar o seu objetivo para te motivar. Boa sorte e tenha muita disciplina. Como diria Jim Rohn, “Todos nós devemos sofrer uma dessas duas dores: a dor da disciplina ou a do arrependimento. A diferença é que a da disciplina pesa gramas, enquanto o arrependimento pesa toneladas”.

Professor Marcelo Sattin

Marcelo Sattin tem como objetivo ajudar pessoas a alcançarem seu potencial máximo por meio de palestras e treinamentos. Ele é ex-professor de Criatividade e inovação da FAAP, consultor da Franklin Covey e estudioso de comportamentos humano há mais de 15 anos. Atualmente ele mora em Auckland para estudar sobre “resiliência” e retornará ao Brasil no dia 23 de maio de 2017 para retomar suas atividades corporativas.


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