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  • Prof. Marcelo Sattin

Estamos matando a criatividade nas organizações


A criatividade é uma competência altamente necessária para a organização sobreviver e também triunfar durante o século XXI. Então, como é que essa mesma criatividade tem sido altamente assassinada dentro dessas mesmas organizações?

O ser humano é criativo por natureza. Como resultado dessa criatividade, testemunhamos artistas, empresários, cientistas e outros que, utilizando-se de grande capacidade criativa, concretizam o impossível, quebram paradigmas e nos proporcionam uma imensidão de artefatos e soluções inéditos e jamais impensados: smartphones, impressoras 3D, cirurgias intracelulares, entre outras coisas que jamais poderiam ser pensadas há 50 anos atrás.

Por outro lado, a alta pressão por resultados dentro do cotidiano organizacional tem se tornado um fator inibidor para a criatividade humana dentro das instituições. Amabile, uma das maiores pesquisadoras de criatividade organizacional, afirma que, em 22 anos de pesquisas e trabalhos em diversas organizações, a criatividade tem sido muito mais assassinada do que apoiada. Dentre as características de uma organização que assassina a criatividade, podemos encontrar: falha no gerenciamento de recursos e comunicação, falta de empowerment de seus colaboradores, regras rígidas, punição ao erro, condições de trabalho pobres e instáveis e altas sobrecargas de trabalho. E não é preciso a soma de todas elas para acabar com a capacidade criativa da sua empresa. Basta apenas uma.

Empresas que querem inovar tem em seus valores mais profundos o respeito pela criatividade e pelo ambiente criativo. Em empresas criativas e inovadoras, a única regra rígida é que a capacidade criativa do ser humano tem que ser respeitada e potencializada.

O ser humano tem que ser tratado como o melhor recurso competitivo e para isso é preciso atende-los em suas mais profundas necessidades e anseios. E essa regra deve ser seguida à risca.

Gestores que punem o erro ou criam regras rígidas não cabem num sistema organizacional que respira criatividade e inovação. Muito pelo contrário, eles são os grandes vilões nesta corrida pela sobrevivência e pela inovação neste século XXI.

Neste caso da criatividade, o mercado corporativo é um júri implacável. Ele condena à falência as empresas que cometem o grave crime de assassinar a criatividade de seus colaboradores. E uma vez condenada, não adiante entrar com recursos pois será tarde demais!


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