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  • Prof. Marcelo Sattin

Liderar hoje para não morrer amanhã


​Ser líder hoje em dia não é a mais mesma coisa que antigamente. Antigamente o jargão “manda quem pode, obedece quem tem juízo” era o símbolo de poder de um líder que no passado tinha o seu espaço mas que hoje está em decadência. O líder do passado, responsável por garantir que seus funcionários entregassem seu sangue e suor, hoje estaria fadado a quebrar a empresa e ainda ser processado por assédio moral por esses mesmos funcionários. E a explicação para isso é simples: o mundo mudou! Isso inclui os funcionários, os consumidores, a velocidade da informação e muitos outros fatores mudaram. Coisas que antigamente funcionavam, hoje fazem com que uma empresa afunde mesmo com bons produtos. A falecida Blockbuster é o exemplo morto de que o sucesso do passado não garante o sucesso do futuro. Faltou capacidade de compreender o que o cliente precisava e queria e se adaptar a essa nova demanda. E a Blockbuster não está sozinha neste cemitério de empresas que não se adaptaram. Nos próximos 5 anos, uma em cada 5 empresa desaparecerá da face da terra, ou por falência ou por aquisição. Peter Drucker já dizia que “estamos viajando por um território desconhecido, e os velhos mapas e bússolas são inadequados e possivelmente perigosos”.

Por outro lado, as startups estão vindo com tudo. Jovens, dinâmicas, com sede de crescer e transformar o mundo num mundo melhor. Elas vêm para entender a dor do cliente a fazer de tudo para curá-la. Mesmo que isso custe arriscar e errar, elas estão dispostas a tentar. Elas vem com a carteira vazia e poucos recursos, como uma criança pequena que brinca com a lata vazia durante o dia inteiro, que tem que usar a criatividade para fazer muito com o pouco que tem. Elas não tem sistemas e processos engessados do tipo sempre foi assim, afinal elas não tem passado, somente presente e futuro. Por fim, elas tem equipes enxutas e desafios grandes, o que faz com que a interação e a comunicação sejam altamente produtivas.

E o líder do começo da estória, aonde ele aparece aqui? Ele aparece com um sistema de gestão leve e cativante, que estimula o melhor de cada colaborador. Esse é o papel do líder atual, não mais conseguir o suor e o sangue de seus colaboradores, mas sim o cérebro e o coração. Ele não está acima para ser servido, ele está junto para servir a equipe. O líder extrai as melhores ideias e o engajamento de cada um neste cenário atual. Em troca, ele ajuda cada colaborador a encontrar a sua voz, a contribuir para esse planeta de forma única e valiosa, a entender que trabalho não é só necessário para pagar as contas ou adquirir bens, mas é sim uma forma de fazer estrelas brilharem aqui na terra.

Prof. Marcelo Sattin é professor de Criatividade, Inovação e Liderança do MBA da Franklin Covey. Ele também é especializado em Resiliencia (New Zealand) e Mestre em Criatividade e Inovação (Portugal) e apaixonado por desenvolvimento de pessoas. Marcelo Sattin acredita que o ser humano pode se tornar incrível quando o seu potencial é bem desenvolvido. Ele também é mágico profissional há 17 anos.

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