Search
  • Prof. Marcelo Sattin

Ownership – Como gerar isso dentro de nossos colaboradores?


O que difere um colaborador que passa por um papel de bala no chão da empresa e não faz nada de um que se abaixa, pega o papel e o leva até o lixo? Ou um que desliga o projetor multimídia no momento em que não o está utilizando de outro que mantém o projetor ligado mesmo sem uso? Ou uma pessoa que utiliza a sua proatividade e criatividade para finalizar seus projetos de outras pessoas que arrumam desculpas por não entrega-lo no prazo ou com a excelência desejada?

Esses são alguns dos exemplos dentre muitos outros exemplos que existem no mundo corporativo e que demonstram “ownership”. Pessoas que demonstram sentimento de “dono da empresa” é raro dentro das organizações mas também é muito produtivo. A própria palavra “sentimento” se auto-explica e define “ownership” como um valor, o que não pode ser desenvolvido de fora para dentro, mas pode ser sim estimulado nas equipes por meio dos líderes e da cultura organizacional. A pergunta então é “como fazer isso?”

A resposta, apesar de parecer simples, tem o seu grau de complexidade para ser implementada no dia a dia corporativo, muitas vezes devido ao foco de muitos líderes em gerenciar departamentos ao invés de liderar pessoas. Vamos então para o segredo mágico de como estimular o “ownership” em cada um dos seus colaboradores, que em muitas vezes, pode estar adormecido.

A primeira coisa a se fazer é entender o que as pessoas procuram dentro de uma empresa. Desafios, autonomia, sentirem-se especiais e cuidadas, justiça, crescimento, reconhecimento, serem ouvidas, alinhamento da organização com os seus valores pessoais, trabalhar em algo que tenha significado expressivo para elas e para a empresa, liberdade para definir suas próprias metas e, por fim, que elas possam utilizar o melhor de seus talentos para resolver projetos realmente importantes. Entre outras coisas, é claro.

Resumindo de uma forma bem simples, os colaboradores somente se sentirão dona do empresa se esta atender às suas necessidades mais profundas. E não estamos falando de dinheiro e nem de benefícios pois esses apenas compram o suor e as mãos de um trabalhador. Entretanto, o cérebro e o coração (ideias e engajamento profundo) somente será entregue para a empresa que tiver maior significado para ele. Ninguém arrisca a sua vida para escalar o Everest se isso não tiver um alto significado e saciar os mais profundos anseios de sua alma. Uma pessoa se dispõe a morrer por uma causa na qual ela acredita profundamente. Pessoas com “ownership” não medem seus esforços para fazer atingir os objetivos da empresa.

Em 2001, 343 bombeiros morreram ao tentar resgatar vítimas do atentado ao Trade Word Center. O jogador José Maria Gimenez, zagueiro do Uruguai na copa do mundo de 2018, foi flagrado chorando na barreira após saber da eliminação do seu país da copa do mundo. Outro exemplo é o do Dr Patch Adams, que arriscou a sua brilhante carreira para ajudar os internos com doenças terminais a terem melhor qualidade de vida. E para finalizar, John Huss e William Tyndale, ambos mártires cristãos que foram executados pois não quiseram negar a sua fé em Jesus Cristo. Exemplo de pessoas comuns que se sentiam, em sua grande maioria, muito mais donas do “negócio” do que talvez os próprio CEOs de suas organizações.

Uma pessoa que tem essa voz do “ownership” gritando dentro dela somente irá se sentir realizada ao perceber que seu esforço para melhorar a empresa está dando resultados. Nós não podemos apagar essa chama dentro da pessoa pois ela irá procurar uma outra empresa aonde esse valor será satisfeito por meio da cultura e da liderança. E aí só ficarão os colaboradores de baixa e média performance. Esses manterão a sua empresa aberta hoje mas os que possuem “ownership” manterão a sua empresa aberta para sempre.

Temos duas possibilidades em nossas empresas: abafar a voz dessas pessoas ou escuta-las e as tornarem nossas “sócias”, com o melhor de seus talentos e engajamento. Sabendo disso, qual será a nossa escolha?

Prof. Marcelo Sattin é professor de Criatividade, Inovação e Liderança. Também é Mestre em Criatividade e Inovação em Portugal e apaixonado por desenvolvimento de pessoa. Marcelo Sattin acretida que o ser humano pode se tornar incrível se seu potencial for desenvolvido.

Ele também é mágico profissional há 17 anos.

Conheça a palestra “Ownership: extraindo o melhor dos melhores” do professor Marcelo Sattin e saiba porque ele é um dos melhores palestrantes do Brasil.


0 views